domingo, 3 de setembro de 2017

Capivara Parades pelo Brasil

Capivara Urbana de Campo Grande 
Capivaras começam pipocar pelo Brasil afora, e seus propósitos continuam sendo muito os mais nobres possíveis.

No ultimo dia 25 de agosto, o projeto denominado “Capivara Urbana” foi lançado pela empresa local de água, Guariroba, no Sesc Morada dos Baís, em Campo Grande. Criadas para comemorar o aniversario de118 anos de Campo Grande, as cinco esculturas de capivaras espalhadas pelas ruas da Capital não seguiram o padrão proposto de nossa Capivara Parade na postagem http://capivaraparade.blogspot.com.br/2015/12/faca-sua-capivara-parade-em-qualquer.html
, mas isso não importa, pois o propósito é tão nobre quanto, pois elas serão leiloadas no final do ano, e o total arrecadado será doado para entidades assistenciais locais. A capivara padrão é assinada pelo artista plástico Cleir Ávila e tiveram intervenção dos artistas Ana Ruas, Isaac de Oliveira, Jonir Figueiredo, Guto Naveira e do próprio Cleir Ávila.

Capivara mascote da Cabify


Outra capivara que apareceu na mídia recentemente, essa sim feita nos moldes da CABAP proposta por Luiz Pagano desse blog, foi a mascote da empresa de aplicativos de transporte Cabify. Juan de Antonio, presidente e fundador da multinacional espanhola planeja investir US$ 200 milhões no Brasil entre 2017 e 2018 e tem como objetivo o promover o transporte sustentável em cidades do mundo.

No Brasil, a equipe de marketing entendeu, assim como nosso blog, que nenhum outro símbolo passa essa imagem de natureza em meio urbano tão bem quanto as Capivaras.

Estamos atentos às Capivaras Parades que acontecem no Brasil e quiçá, no mundo.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Loja da Capivara Parade em São Paulo

Luiz Pagano na Loja da Capivara Paulistana
A loja da Capivara Parade foi inaugurada no último dia 28 de julho  em São Paulo, a Capivara Paulistana (Praça Benedito Calixto, 162 - B - Espaço Como Assim). O intuito da loja é promover a Capivara Parade em São Paulo nos mesmos moldes que aconteceu em curitiba.

A Capivara chega nos principais rios e lagos urbanos de forma surprendente, causando desconforto à cidadãos desatentos às mensagens secretas que elas trazem - "estes animais transmitem febre maculosa" eles dizem, ou "as capivaras atravessam nas avenidas e causam acidentes" - e pior ainda "as capivaras não deveriam estar aqui".

A bem da verdade, elas estão onde sempre estiveram, pelo menos nos últimos 600 mil anos, fomos nós que recentemente chegamos e inadvertidamente, poluímos seus rios e impermeabilizamos seus solos. A capivaras voltam para as margens urbanas para nos instigar e acharmos soluções viáveis, para conciliarmos a exuberante natureza brasileira às necessidades dos centros urbanos.
Este móvel especial, feito nos moldes da Capivara Parade, se abre e serve como uma vitrine para as 'Capivarinhas de Cristal"

"Os ciclistas da Marginal Pinheiros parecem terem sido os primeiros a acatar essa embaixadora da natureza nos centros urbanos, pois são eles os que mais compram as 'mascotes capivarinhas'." diz Luiz Pagano, idealizador das Capivara Parades no Brasil.

Segundo ele, as capivarinhas de cristal, também chamadas de 'capivarinhas da sorte' são transparentes como cristal e tem a parte de baixo pintadas de diversas cores, significando a pureza da água dos rios.

"Quando nadam, as capivaras mantêm a cabeça e a parte alta do torso fora d'água, nos nossos rios infelizmente as capivaras, sujam as patas e a parte baixa do torso com detritos e outras sujeiras que irresponsavelmente jogamos no rio. Na minha cidade ideal, os rios são limpos, e as capivaras de cristal saem refletindo as cores do arco-íris".

Capivarinhas de Cristal multicoloridas

Os Paulistanos estão gostando tanto das capivarinhas que até já atribuiram à elas poderes mágicos - dizem que se colocá-las voltadas para o filtro, torneiras e outras fontes de água, elas trazem sorte, prosperidade e abundância ao lar.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Capivara Parade em Curitiba

Capi Parade - Iniciativa do Shopping Palladium de Curitiba - foto Luiz Pagano e o Time de Mkt do Shopping
É com grande orgulho que anunciamos que após quase dez anos de existência do Blog Capivara Parade, estamos tendo a primeira Capivara parede não virtual, graças a iniciativa do querido Shopping Paladium e de seu talentoso grupo de profissionais. Foi nessa ultima segunda-feira, dia 23 de maio de 2016 com a ativação chamada Capi Parade, que contou com oito capivaras executadas de acordo com o padrão CABAP pela equipe de Will Batista do Studio Fabrica.

“A capivara é um símbolo de Curitiba, além de ser um animal extremamente adaptável é frequentemente encontrado em ambientes alterados pelo homem” diz a gerente de marketing do Palladium, Maria Aparecida de Oliveira, que decidiu fazer quantidade de 8 capivaras em alusão ao oitavo aniversário de inauguração do Shopping.

E essas são as 8 capivaras participantes:

1 - Dani Henning -  Artista plástica – Criou uma linda e colorida capivara Empedocles, criador da teoria cosmogênica dos Quatro Elementos, a água, pingos multicoloridos, mostrando o poder da água de colorir o mundo; o ar com seus lindos pássaros; o fogo, a cor amarela do corpo da capivara, com toda a energia do sol e a Terra com o pinhão, fruto da terra, com grande simbologia em Curitiba e no Paraná.
Dani Henning e sua Capivara 

2 - Di Magalhães – Artista plástico e blogueiro que ama Curitiba e o meio ambiente fez uma homenagem a gralha-azul, pássaro o principal animal disseminador da araucária, símbolo de Curitiba;
 Capivara de Di Magalhães com a gralha azul

3 - Luiz Pagano – Artista conceitual e criador do blog ‘Capivara Parade’, baseada na Cow Parade de Pascal Knapp, fez a Capivara Heroina Brasileira, pintada como um personagem dos clássicos Tokusatsu Japoneses (Ultraman, Utraseven, etc.) ela chega na cidade tal como os heróis japoneses para combater o ‘Grande Monstro’ (a ignorância e o descaso com a ecologia) que polui os rios e lagoas de quase todas as cidades brasileiras;

Luiz Pagano criador do Capivara Parade e Sua Capivara - Capi Parade Curitiba

4 - Juarez Fagundes - Cenógrafo e artista plástico de São Paulo, criou a divertida Móra, em homenagem ao Juiz Sérgio Mouro. O artista plástico Juarez Fagundes é o mais experiente em PARADES do time,  por seu trabalho lúdico e colorido, participou também do Call Parade, em São Paulo.;

Móra - Capivara de Juarez Fagundes

5 - Diogo Portugal - versátil humorista que vai do Stand-Up Comedy ás artes plásticas num sorriso só. Concebeu a Risoleta, a capivara comediante;

Risoleta - Capivara do Humorista Diogo Portugal

6 - Jaime Lerner – Dispensa apresentações, um dos maiores urbanistas brasileiros, tendo sido prefeito de Curitiba por três vezes, foi presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA) em 2002 e é consultor das Nações Unidas para assuntos de urbanismo. concebeu a Capivara Bi articulada, em alusão ao ônibus Bir articulado, uma de suas invenções mais icônicas;

Capivara Bi articulada do Urbanista Jaime Lerner

7 - ProDesign>PR e seu talentoso grupo de designers.

Associação de apoiadores de projetos de designers paranaenses.

Aulio Zambenedetti - Presidente da ProDesign – pr
Alexandre Domakowski - Doma Design
Bruno Yamada Zambenedetti - estudante de design Universidade Positivo
Cristina Yamada - Aryau Design
Guido Dezordi - Lumen Design
Miriam Zanini - Blu Design
Tulio Filho - Blu Design
Vinicius Iubel - Mega Box Design

A todo instante, há um designer criando algo novo para deixar nossa vida mais bela, prática e humana. Projetos que não apenas dão forma a nossos desejos, mas que podem também transformar nossa concepção do mundo. Que podem mudar produtos, marcas, pessoas e hábitos. E para apoiar estes projetos de designers paranaenses, no Brasil e no mundo, surgiu em 2009 a ProDesign>pr. Criaram a Lorem Ipsum, a capivara estilosa que usa botões tal qual uma imagem digital usa pixels;

A capivara Lorem Ipsum da ProDesign>PR

8 - É por fim, o Will do Studio Fabrica nos brinda com a capivara Pelé,  que usa vestirá camisa verde e amarela e que será autografada pelo rei Pelé, após o leilão, com dedicatória ao arrematante.


Capivara Pelé - a celebridade do time

A exposição no Palladium Curitiba seguira dos dias 23 de maio a 5 de junho. Nos dias 4 e 5 de junho, as crianças que passarem pelo shopping poderão pintar mini capivaras de gesso. “A intenção do Palladium é conscientizar a criançada sobre a preservação da natureza, além de proporcionar a experiência lúdica da pintura”, completa a gerente de marketing.

Para celebrar o Dia Mundial do Ambiente, de 6 de a 12 de junho. a Capi Parade sai em bando para a exposição itinerante em diversos pontos turísticos de Curitiba, no final da ação, as peças serão doadas e leiloadas pelo parceiro da ação, o leiloeiro Helcio Kronberg. O valor arrematado com o leilão, a comissão do leiloeiro bem como o trabalho dos artistas são doções e serão revertidos em cobertores para a Campanha Doe Calor, da Prefeitura de Curitiba realizada por meio do Instituto Pró-Cidadania e Fundação de Ação Social (FAS).

“Além de mobilizar a comunidade na doação de roupas e cobertores, o Instituto busca parcerias que contribuam para o repasse de cobertores novos. Essa exposição do Palladium é uma iniciativa bastante criativa para mobilizar a população e será uma parceria fundamental para que possamos levar melhores condições para muitas pessoas que precisam desse suporte para enfrentar o rigoroso inverno do Curitiba”, enfatiza o superintendente do Pró-Cidadania, Gerson Guelmann.

A Capi Parade conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Rede de Proteção Animal de Curitiba, do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba, da Deiró Moving Ideas e do leiloeiro Helcio Kronberg.

Capivara Parade nas ruas de Curitiba


Roteiro da  Capi Parade

Exposição das capivaras no Palladium, de 23 de maio a 5 de junho.
Ação com crianças no Palladium, nos dias 4 e 5 de junho.
Exposição em pontos turísticos de Curitiba, de 6 a 12 de junho, a saber:

6 de junho: Prefeitura
7 de junho: Rua XV (Boca Maldita)
8 de junho: Praça Santos Andrade (em frente ao prédio da Federal)
9 de junho: Praça Rui Barbosa
10 de junho: Jardim Botânico
11/06 (sab): Mercado Municipal
12/06 (dom): Parque Barigui

Prepare-se!!   Leilão das esculturas, acontecera no dia 16 de junho, no Shopping Palladium de Curitiba, não perca a chance de adquirir a sua.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Faça sua Capivara Parade - em qualquer cidade do Brasil

Já reparou que não temos bulevares ao lado da maioria dos rios brasileiros!
Já reparou que não temos barcos restaurantes em nossos rios e lagoas!
Quando aparece uma capivara em nossos rios pensamos "esse animal deve estar louco de nadar nessas aguas imundas"… mas o que eles estão fazendo faz parte da natureza deles a milhares de anos, nós é que começamos a poluir essas aguas nos últimos 300 ~ 70 anos;

read this article in English

Só reparamos que nossas lagoas não são iguais às das cidades mundiais, porque existe uma tentativa frustrada de limpar a Lagoa Rodrigo de Freitas,  em função das Olimpíadas.

Desde janeiro de 2008, quando lançei o projeto Capivara Parade, tinha o objetivo adotar uma mascote para chamar a atenção para a questão da sustentabilidade dos rios nas cidades brasileiras. Os rios de praticamente todas as cidades brasileiras são poluídos, e são sistematicamente e desrespeitosamente maltratados.

Em maio de 2014, atendendo aos pedidos dos fãs, o blog ‘Capivara Parade’ e a ‘Monkix’ da Vila Madadela disponibilizam uma edição limitada de capivaras feitas em resinas e materiais compostos, que traz a arte de artistas plásticos, grafiteiros e ‘urban artists’ da cidade. Foi um grande sucesso!!!

O Projeto Capivara Parade Regional tem como propósito, usar o nosso já prestigiado grupo de fãs como multiplicador desse projeto para todas as cidades brasileiras.

É importante dizer que é um PROJETO LIVRE DE DIREITOS AUTORAIS E DE IMÁGEM, nos não tenho o objetivo de lucrar. O resultado obtido com a venda das capivaras e suas intervenções será destinado integralmente aos artistas que a fizeram, e suas comunidades.

Qualquer um pode fazer a sua capivara, segundo o padrão CABAP, descrito abaixo, fazer sua intervenção artística protestar por melhores rios e lagoas, e vende-las.

No entanto, pedimos apenas que parte do resultado obtido com a venda dessas peças, seja revertido para projetos que tenham filosofia igual ou semelhante à do blog ‘Capivara Parade’, gerar renda para as comunidades, que de uma forma ou de outra, vivem as margens das capitais brasileiras, bem como atrair atenção do publico para os valores de sustentabilidade e ecologia da Capivara Parade.

Sugiro também que em cada cidade, o artista ilustre sua calçada padrão (tal como as já bastante conhecidas calçadas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

O PROJETO

O modelo padrão de capivara, sobre a qual os artistas regionais executaram suas peças artísticas e intervenções é a Capivara Basica Padão (CABAP), que podem ser no tamanho 'BIG' , para colocar em exposição nas cidades que adotarem o projeto e 'TOY' para pequenas intervenções e vendas, de acordo com as medidas abaixo.

CAPIVARA PARADE - CABAP 'BIG'
Modelo de Capivara Parade padrão modelo CABAP BIG - Luiz Pagano, criador da Capivara Parade, posa ao lado de um modelo finalizado.



CAPIVARA PARADE - CABAP 'TOY'

Modelo de Capivara Parade padrão modelo CABAP TOY - à esquerda, um modelo finalizado.

A todos interessados em participar do projeto, basta seguir as instruções de reprodução e começarem a reproduzir suas CABAPs, aplicarem suas obras sobre elas e colocá-las a venda.

O projeto é completamente livre no que diz respeito ao material utilizado para fazer a CABAPs, suas intervenções artísticas bem como no preço de venda das peças. Nosso único pedido é que façam a capivara o mais próximo possível de seu modelo original, na pose em que se encontra.

Envie-nos fotos de suas intervenções, elas serão publicadas nos nossos canais, o Blog e na pagina no Facebook.

Esperamos que, tal qual como as capivaras que chegam sem avisar e ocupam as margens dos principais rios e lagos das cidades brasileiras, possamos com nossos amuletos de prosperidade, inspirar todas as cidades a repensarem a ecologia as margens de rio e lagos, normalmente poluídos, e nos lançar a esperança de termos cidades em equilíbrio com a natureza e que valorizem nossas comunidades carentes.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Compre sua Capivara Paulistana na Monkix

Atendendo aos pedidos dos fãs, o blog ‘Capivara Paulistana’ e a ‘Monkix’ da Vila Madadela disponibilizam uma edição limitada de capivaras feitas em resinas e materiais compostos, que traz a arte de artistas plásticos, grafiteiros e ‘urban artists’ da cidade para dentro de sua casa.

Assim como a Deusa egípcia Tauret, que aparecia às margens do Nilo na forma de hipopótamo, trazendo bênçãos às mulheres grávidas, a Capivara Paulistana surge como um amuleto de prosperidade e traz para a nossa comunidade reflexões sobre assuntos como o equilíbrio entre crescimento e respeito à natureza.

Monkix Vila Madalena
R. Harmonia, 150 - Loja 3 (R. Aspicuelta) – São Paulo - SP

Curta no Facebook
Facebook

quarta-feira, 12 de março de 2014

Estatuetas comemorativas ‘Capivara Paulistana 2014’

O Blog Capivara Paulistana lança as “Capivaras Paulistanas 2014”. Nesta edição a capivaras estão mais “street”, pintadas com jatos de spray como nos grafitties da cidade e relevos que simulam o desgaste natural das calçadas.

Como na primeira edição, cada capivara é única, feitas individualmente em resina de poliuretano, numeradas, com pintura personalizada.

Seis anos apos o lançamento das primeiras capivaras http://paganodesign.blogspot.com.br/2008/01/artista-plstico-paulista-adota-capivara.html que foram colocadas no mercado em 2008 para celebrar os 454 anos da cidade de São Paulo estas capivaras continuam com a assinatura de PAGANO DESIGN.



Os colecionadores interessados em adquirir estas peças terão que aguardar mais um pouco, ainda não foi divulgado onde as capivaras poderão ser encontradas. Fique de olho neste blog e/ou  na pagina do Facebook https://www.facebook.com/CapivaraPaulistana para saber mais.

domingo, 3 de março de 2013

As Aventuras de Mingo


Mingo é um menino de rua que tem um só objetivo, encontrar sua mãe. Acompanhe Mingo em suas aventuras contra os mais perigosos vilões com a ajuda dos mais inusitados personagens do cotidiano Brasileiro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Monumento às Bandeiras – o mais importante monumento de São Paulo é pouco conhecido pelos Paulistanos


Monumento às Bandeiras com 32 figuras, 
e não 37 como relatado em muitos outras referencias (inclusive a Wikipedia e o Site da Prefeitura de São Paulo

Certa vez perguntei a um amigo de infância quantas eram as figuras que empurravam e puxavam a canoa de monções no Monumentos às Bandeiras de Victor Brecheret, monumento bastante conhecido dos paulistanos em frente ao Parque do Ibirapuera. Ele então pesquisou na enciclopédia de sua mãe (na época não existia o Google) e a resposta foi 37 figuras.

Achei muito estranho pois tenho uma boa noção de conjuntos e o numero me pareceu um pouco alto. Para tirar a duvida fomos até o local e contamos um a um.

Para minha surpresa a enciclopédia estava errada (assim como diversos artigos que vejo na internet, inclusive no artigo da Wikipédia) e eu estava certo. Eram 30 entre homens mulheres e crianças e mais dois cavalos, totalizando 32 figuras.
Monumento às Bandeiras - Rosto da Figura de número 25

Nos perguntamos: -“como a enciclopédia podia estar errada num assunto tão importante para o paulistano?”.

A resposta pode estar no Memorial Descritivo do projeto para o Monumento às Bandeiras publicado no Jornal Correio Paulistano no dia 28 de julho de 1920.
Monumento às Bandeiras - No primeiro bloco vem os cavaleiros, no segundo as etnias brasileiras 

“O grupo monumental que é a coluna dorsal do monumento, foi movido de maneira a sugerir uma ‘entrada’. A grande massa processional , guiada pelos ‘Gênios’ – os Paes Lemes, os Antonio Pires, os Borba Gatos – avança para o sertão desconhecido. Os Guiadores, a cavalo – símbolo da força e do comando -, são seres titânicos, dignas expressões viris dos sertanistas de São Paulo.
Monumento às Bandeiras - Nesta seqüência um homem da de beber ao índio e uma mulher carrega um bebe no colo
No centro, uma Vitória espalma as asas que cobrem piedosamente os ‘Sacrificados’, isto é, aqueles sertanistas que tombaram nas ciladas da selva. (..) Saindo da terra pisada pelos bandeirantes, serpeiam em grupos laterais as ‘Insidias’. São de um lado, as ‘Insidias da Ilusão’, mulheres enigmáticas e serpentes, belas como tudo que promete a mente, a simbolizar as Esmeraldas de Paes leme, as Minas de Prata de Roberto Dias, o mundo lendário das Amazonas de Orellana. (...) Do outro lado, as ‘Insidias do Sertão’ exprimem as Lesirias e as Febres, as Emboscadas e as Feras, a Fome e a Morte. Na parte posterior, a Ânfora que conterá a água do Rio Tietê, sagrado pela gloria das ‘monçoes’. Sugeriu-nos essa idéia a conferencia do Sr. Affonso de Taunay”.
A figura de numero 13 é o unico que puxa a embarcação - Uma lenda popular diz que o monumento do 'Deixa que eu empurro' ou 'empurra-empurra' nunca sai do lugar posto que as cordas estão frouxas, logo ninguém está fazendo força.
Reparem que neste memorial escrito pelo próprio escultor ele menciona ‘Vitorias Aladas’, e também acho que alguém deveria carregar a ânfora, estas não estão presentes no nosso atual monumento.
As figuras escondidas de numero 29 e 30 ( a de numero 29 é o auto-retrato de Victor Brecheret)

Considerada a maior escultura equestre do mundo com seus 50 m de comprimento, 16 m de largura e 10 m de altura, teve seu projeto inicial em 1920, encomendada para a celebração do bicentenário da independência, em 1922.
A grande massa processional , guiada pelos ‘Gênios’ – os Paes Lemes,
os Antonio Pires, os Borba Gatos – avança para o sertão desconhecido.

O então Presidente do Estado, cargo que equivale hoje ao de governador, manifestou o desejo de realizar um monumento aos bandeirantes. A comissão encarregada de executar o monumento, a ser custeado pela administração pública, foi composta por Monteiro Lobato, Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade, que escolheram o projeto de Brecheret.

Ainda em julho de 1920, o projeto foi apresentado publicamente na Casa Byington, e agradou muito a Washington Luís.

A colônia portuguesa, nesse meio tempo, queria oferecer um monumento à cidade, também com o tema de bandeirantes, eles apresentaram uma proposta do escultor português Teixeira Lopes.

Menotti Del Picchia detestou a idéia de ter essa obra feita por estrangeiros “...o monumento brasileiro deve ser integralmente brasileiro”, repudiava a idéia de “a alma e a técnica estranhas se fixarem no bronze que imortalizaria as glórias de nossa raça”. Em função do conflito o Presidente do Estado decidiu adiar o projeto e a maquete de Brecheret foi parar na Pinacoteca do Estado.
Maquete original do Monumento às Bandeiras de Brecheret com 37 figuras (1920), inclusive as 'Vitorias aladas' - Muita alteração foi feita até sua inauguração em 1953 com apenas 32 figuras.

A retomada da escultura só ocorreu próximo às comemorações do IV Centenário da Cidade. Primeiramente, Brecheret fez a obra na escala de 1x1 m, aumentando-a depois para o tamanho atual. Foi feita uma primeira escultura em gesso em tamanho natural, a partir da qual todas as figuras foram novamente esculpidas, desta vez em pedra Mauá – as pedras eram trazidas da cidade paulista de mesmo nome – por artesãos denominados “canteiros”, que copiavam fielmente o modelo em gesso feito por Brecheret.

O monumento foi feito em três partes: os batedores a cavalo à frente do grupo, o grupo humano ao centro e a barca ao final.

O projeto inicial teve diversas alterações e em1949, Brecheret resolveu alterar a base do monumento. Em vez de escadarias, optou por uma base mais simples, com as laterais em plano inclinado, quase vertical. Em 1951, a Oficina Incerpi começou a montar os blocos de granito, já esculpidos, no Ibirapuera, como num grande quebra-cabeças, sendo que o efeito final deveria dar a impressão de um único bloco de rocha, como previa Brecheret. O concreto foi usado no enchimento da canoa, para dar mais rigidez ao conjunto.
o ‘Sacrificado’ figura de numero 23,  é o sertanista que tombou nas ciladas da selva.
O único personagem histórico identificado é o próprio Victor Brecheret. A quarta figura à direita do monumento, no bloco imediatamente seguinte ao dos cavaleiros, traz a seguinte inscrição no seu ombro direito: “Auto-retrato do escultor Victor Brecheret 02-10-1937”.

Previsto para ser inaugurado em 25 de janeiro de 1954, foi entregue um ano antes. Brecheret estava doente e pediu ao governador Lucas Nogueira Garcez, apressasse a entrega para o dia 25 de janeiro de 1953.
Temendo que as outras 7 figuras estivessem escondidas, procuramos muito e só achamos um escondido (numero 22) rapaz que carrega o desmaiado.    

Símbolo da cidade de São Paulo, a obra-prima de Brecheret é praticamente uma síntese de sua trajetória artística. Demorou 33 anos para ser construída e revelou influência de seus estudos anatômicos, que valorizam o corpo humano, no estilo art decó combinado com o luxo do estilo marajoara-indígena.

As “bandeiras”, tiveram grande importância para a colonização do Estado de São Paulo e do interior do Brasil nos séculos XVI, XVII e XVIII.

Cada uma das figuras tem cerca de 5 m de altura e retrata mistura étnica brasileira, com a presença de bandeirantes brancos, índios e negros escravos, e mamelucos.
Se o numero 13 é o único que puxa, o numero 28 é o único que empurra.

Os cavaleiros da escultura estão direcionados para o Pico do Jaraguá, rumo ao interior do Estado dos bandeirantes, sempre à procura de pedras preciosas, mais precisamente esmeraldas. Abaixo deles, na base de pedra da obra há um mapa, em que são mostrados os caminhos dos bandeirantes por todo o Brasil. Ele foi elaborado pelo historiador Afonso d’Escragnolle Taunay (1876-1958), autor de História geral das bandeiras paulistas (1924/50), grandioso levantamento de fatos que auxiliam na compreensão da história do Estado de São Paulo.

Nas laterais do monumento, há inscrições enaltecendo a obra. O poeta, ensaísta e crítico literário Guilherme de Almeida (1890-1969), chamado de “príncipe dos poetas brasileiros”, declarou: “Brandiram achas e empurraram quilhas, vergando a vertical de Tordesilhas”.

Armas antigas semelhantes a um machão (“achas”) é vista na mão de uma das figuras. Empurraram quilhas de embarcações para alcançar pontos cada vez mais longínquos, ultrapassando a barreira imposta pelo Tratado de Tordesilhas firmado entre Portugal e Espanha em 1494, que delimitava a posse das terras na América após a primeira viagem de Colombo.
Foi adicionado concreto para unir as estatuas feitas de pedra 'Maua'

Os bandeirantes, se embrenharam pela mata e chegaram a locais antes não pisados pelo homem branco, fundando cidades e ampliando as fronteiras brasileiras.

Posteriores negociações entre os rei luso D. João III e os monarcas espanhóis Fernando e Isabel deslocaram a linha inicial e asseguraram a expansão do Brasil para alem da demarcação.

A outra inscrição na lateral do monumento (“Glória aos heróis que trocaram o nosso destino na geografia do mundo livre./ Sem eles, o Brasil não seria grande como é”) é do historiador, ensaísta e poeta brasileiro Cassiano Ricardo (1895-1974). Modernista, filiado ao Movimento Verde-Amarelo, que, por volta de 1926, defendia um nacionalismo fechado às influências das vanguardas européias.

A frase exalta o papel dos bandeirantes na história do Estado e demonstra bem o espírito conservador do grupo, que contava com a participação de Menotti del Picchia, Cândido Mota Filho e Plínio Salgado, defendendo um ideário político de extrema direita, dando origem ao Grupo Anta e, posteriormente, no integralismo, vertente do nazifascismo no Brasil.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Capivara Parade no Facebook

Curta o Blog Capivara Paulistana no Facebook - Capivara Parade Fanpage
Curta Capivara Parade no Facebook

São Paulo 459 anos

Série artistica de Luiz Pagano para comemoração São Paulo 459 anos - Capivara Paulistana

Neste aniversario de 459 anos visitei o velho centro, fiquei um pouco decepcionado pois queria subir no prédio do Antigo Banespa ou no Edifício Martinelli para ver a cidade do alto de um de seus pontos turísticos, mas infelizmente o que vi foi prédios fechados e mendigos dormindo nas ruas.

É assim que a cidade trata seus pontos turísticos e sua gente no dia de seu aniversário ??? (e nos outro dias também)???

Sinto que a cidade já fez muito, mas ha muito mais por fazer.

Por outro lado fiquei feliz por ver a comemorações, principalmente a que ocorreu na praça da Sé, onde o Coro Luther King realizou gratuitamente o concerto de música erudita O Diário de Anne Frank. Conduzido pelo maestro brasileiro Martinho Lutero Galati, uma cantata inspirada nos relatos da jovem que morreu em um campo de concentração.

São Paulo 459 anos - Praça da Sé 18:00hs